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Congresso tem perfil conservador em 2023 e exige mais articulação do governo Lula atrai aliados com troca de ministérios, mas não garante apoio de todos os parlamentares de dentro das legendas

O Congresso Nacional começa a nova legislatura com um perfil mais conservador, sobretudo em razão da eleição de maioria de representantes de direita e centro-direita. A configuração deve dificultar a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, mesmo negociando cargos para atrair apoio, inicia o governo em meio à necessidade de enfrentar uma oposição numerosa. 

Ainda que derrotado na disputa presidencial, o PL nunca esteve tão forte no Legislativo. São 99 deputados e 13 senadores da legenda, um incremento de 30% na Câmara e de 8% no Senado em comparação à legislatura anterior. Somado aos outros partidos mais conservadores, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encontrar uma oposição formada por 231 deputados e 33 senadores.

O número é suficiente para barrar, por exemplo, aprovação de propostas de emenda à Constituição, que exigem três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). “Nossa bancada no Congresso fará uma oposição certeira, construtiva, verdadeira e responsável”, declarou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Na Câmara, o partido de Bolsonaro detém a maior bancada. Com 19 deputados a menos, o PT fica em segundo lugar, considerando na conta o PCdoB e o PV, partidos que fizeram coligação com a legenda de Lula nas eleições.

No Senado, o PL deixou de liderar a bancada depois de perder senadores para o PSD. Agora, são 13 senadores no principal partido de oposição contra 16 do PSD, legenda do candidato à reeleição Rodrigo Pacheco (MG), que tem apoio do governo para continuar no cargo. 

 




01/02/2023 – Web Rádio TOP

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