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Mãe desconfia que a filha de um ano precisa de óculos, mas descobre câncer ocular raro - Notícias

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As mães de Isla Palul — agora com três anos — Rebecca e Charlotte Palul, descobriram que a filha (na época com um ano e três meses) tinha um câncer ocular raro após desconfiar que ela apresentava problemas de visão e precisava usar óculos. 

A pequena foi diagnosticada com retinoblastoma, um câncer que afeta normalmente crianças com menos de seis anos. 

Os primeiros sinais da doença apareceram no Natal de 2020, quando Isla apresentou um movimento incomum nos olhos. 

“Lembro-me de brincar com Isla no chão. Ela olhando para um brinquedo e depois olhando para mim. Quando ela olhou para cima, seu olho direito zuniu para o lado e voltou novamente como se não pudesse focar. Também notamos que sua íris, às vezes, balançava. Ambos aconteceram poucas vezes, foram coisas bem sutis. Presumimos que ela tinha um olho preguiçoso e talvez precisasse de óculos. Lembro-me de não me sentir muito preocupado com isso”, contou Rebecca, ao Childhood Eye Cancer Trustuma instituição de caridade do Reino Unido.

Esses pequenos sinais levaram as mães a marcarem uma consulta de check-up para Isla. Porém, de antemão, o clínico geral percebeu que havia algo errado. 

“O médico realizou um teste de reflexo vermelho e notou que, embora seu olho esquerdo parecesse normal, seu olho direito não. A médica disse que nos encaminharia para Moorfields [hospital oftalmológico]. Ela também disse que marcaria uma ressonância magnética para Isla. No caminho para casa, lembro de conversarmos sobre Isla fazendo uma ressonância magnética e ficarmos muito preocupadas com a anestesia geral dela, o que, olhando para trás, mostra o quão pouco eu estava preparada para o que estava por vir”, lembra a mãe. 

Mesmo após pesquisar os sintomas dela no Google e encontrar possíveis ligações com o retinoblastoma, a família ainda achava que se tratava apenas de uma necessidade de óculos. 

Este tumor é o mesmo diagnosticado na filha dos jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin, Lua. 

Mas durante a consulta no outro hospital, tudo mudou. 

“Durante as verificações, a enfermeira colocou um par de óculos de sol especiais em Isla. Os óculos tinham apenas uma lente, do lado esquerdo, então a enfermeira só podia ver o que o olho direito de Isla estava fazendo. Isla estava sentada no meu joelho, de costas para mim, mas com o olho esquerdo coberto, pude ver que seu olho direito não conseguia focar em nada e estava se movendo por todo o lugar. Lembro de ter ficado realmente chocada”, diz Rebecca. 

Logo depois, outro médico veio examinar os olhos de Isla. Foi nesse momento que eles descobriram que se tratava de um câncer. 

“Lembro dele dizendo para mim: ‘infelizmente, há um tumor em seu olho direito’. Eu chorei e Isla olhou para mim perfeitamente feliz, provavelmente se perguntando o que estava acontecendo”, recorda a mãe. 

Menos de uma semana depois da surpresa, em janeiro de 2021, elas receberam o diagnóstico de retinoblastoma.

“Isla tinha um tumor de estágio D no olho direito. Os médicos explicaram que era um estágio D menor e, por isso, esperavam que o olho dela pudesse ser salvo. Ao invés de remover o olho de Isla, decidimos que a quimioterapia sistêmica era o melhor caminho a seguir”, explica Rebecca. 

Vale ressaltar que esse tipo de câncer é dividido em graus de gravidade, que vão do A ao E — sendo o A o menos grave e o E, o pior. 

No caso da filha de Leifert, o câncer estava em estágio E. 

Antes de começar a quimioterapia, a pequena passou por uma punção lombar e uma ressonância magnética para garantir que a doença não havia se espalhado para fora do olho. Ela também teve de colocar um cateter no peito para facilitar a administração dos remédios e coleta de amostras de sangue. 

Isla passou pela primeira quimioterapia um dia depois de colocar o cateter. Foi nesse momento que as mães decidiram registrar a situação com uma foto – com flash – e repararam que havia um brilho branco diferente no olho direito (sinal comum de retinoblastoma) da filha.

“A quimioterapia foi difícil. Isla frequentemente contraía infecções, por isso tivemos muitas internações hospitalares para tomar antibióticos, e ela perdeu muito cabelo”, relata Rebecca.

E acrescenta: “Isla lutou contra a quimioterapia como um pequeno soldado e, embora ela devesse se sentir péssima, ela continuou sorrindo. Ela manteve todos nós indo! A quimioterapia fez o seu trabalho e o tumor encolheu e agora está estável, o que é incrível.”

Ela ainda precisa de crioterapia para conter pequenos retinoblastomas mais resistentes, porém a família tem esperança que ela deixe de precisar dos tratamentos. 

Hoje, Isla tem visão reduzida no olho direito, mas leva a vida na maior normalidade possível.

“Às vezes ela luta para descer degraus e manter o equilíbrio, mas é somente quando seu olho esquerdo é tapado [e deixa de] ajudar a visão do olho direito que você pode realmente perceber”, diz a mãe. 

Ela, além de adorar assistir Frozen, gosta de nadar e começou a fazer ginástica. 

“Isla se tornou a irmã mais velha do bebê Theo no verão passado, e eles se adoram. Ela é tão carinhosa com ele e adora dar-lhe beijos e carinhos”, complementa. 

O Childhood Eye Cancer Trust faz um apelo para que os pais fiquem atentos a esses sintomas sutis (descontrole do olho, íris oscilando e brilho branco na pupila), já que, segundo Richard Ashton, diretor executivo da instituição, “em pouco menos da metade de todos os casos, uma criança deve ter um olho removido como parte de seu tratamento.”

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Fonte: G1


04/04/2023 – Web Rádio TOP

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